UPDATE: To read in english.
Sou programadora há quase 9 anos, todos eles com desenvolvimento web.
Desde meu primeiro trabalho como programadora nunca tinha ido atrás de emprego, normalmente ele vinha atrás de mim através de amigos e colegas de trabalho. Já fiz projetos com C, C++, Phyton e Java além de trabalhar com ASP, PHP, Perl e mais recentemente Ruby.
Em meados de 2007 eu trabalhava feliz e contente com Perl até que um amigo me falou sobre uma vaga de Ruby on Rails. Há 2 anos atrás, não era tão fácil encontrar pessoas que já programavam Rails no Brasil. Por esta razão, o contratante estava mais focado em encontrar pessoas que pudessem se encaixar no perfil da startup que ele estava criando ao invés de buscar alguém com experiência na tecnologia. Sorte minha!
Depois de um longo verão feliz, as coisas começaram a mudar e eu me vi querendo mudar de emprego e continuar com a tecnologia. Acabei saindo da empresa e me encontrei tendo que procurar um novo emprego.
Depois de um currículo enviado aqui, outro currículo enviado ali eu me dei conta das mudanças que Rails causou nas entrevistas de emprego.
Currículo é um padrão mundial. É através dele que o empregador conhece um pouco da história do candidato. Embora atualizar currículo seja uma tarefa responsável por muita dor de cabeça, eu estava já estava preparada para essa parte.
O que eu não estava preparada era para as novas solicitações dos empregadores: twitter, blog, github, linkedin,working with rails, personal website, pet project, comunidades que participa, projetos sociais, projetos open source, etc.
Haviam 6 meses que eu não andava muito empolgada com meu dia-a-dia. Embora Rails me motivasse a trabalhar, o clima diário da empresa fazia o trabalho inverso. Com isso, eu mal tinha empolgação para gastar as horas diárias que todo programador dedica para manter-se informado. Quem dirá, manter toda essa lista de requisitos atualizada e fluindo.
Fora isso, eu nunca estive nos primeiros lugares nos rankings das pessoas que mais postam em listas de discussões, não tinha um blog, tampouco site pessoal e nem tinha pet project em produção. Também, nunca fui muito de usar todos os poderes de redes sociais, inclusive o linkedin e working with rails.
Parte desse anonimato está diretamente ligado ao fato de que a maioria das programadoras não se sentem confortáveis em se tornar tão pública em listas de tecnologia e afins mas esse é um assunto para outro post.
O fato é, não tenho dúvidas de que uma pessoa consiga o emprego mesmo sem todos esses requisitos preenchidos. Fora que, é bem frustante a primeira vez que alguém te pede essa lista de informações e você simplesmente não tem.
O working with rails, por exemplo. Esta é uma rede social de programadores Rails. O fato de não ter conexões e/ou indicações por lá por significar duas coisas:
1. Eu não uso a rede
2. Eu não sou uma pessoa recomendável
Neste caso, vai depender de quanto o empregador está interessado em conhecer de mim para tirar as conclusões corretas. É claro que, também depende dele pensar se o fato de eu não usá-la faz de mim uma programadora “menos engajada”. Neste caso eu preciso contar com a sorte, o bom senso para a minha experiência prová-lo o contrário.
Minha conclusão: as coisas mudaram mas você não precisa mudar. Só vale a pena preencher todos esses requisitos se você realmente acredita que vale a pena e que isso pode te trazer bons frutos. Tempos atrás eu diria que não vale a pena.
Hoje, venho mudando minha opinião mas isso também cabe em outro post.








oi, Thais
Gostei bastante do artigo.
Esta necessidade de estar presente nas diversas dimensões de redes sociais é mais fácil de ser atendida e sai sem esforços em alguns projetos, mas em outros é bem complicado.
Só para tornar isto ainda mais complicado, agora tem o StackOverflow também e já estão pedindo dos programadores o login por lá
Gostei do texto, parabéns….